A Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira que realizou com sucesso o primeiro teste com uma bomba de hidrogênio

Posted on janeiro 6, 2016

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Cena final cortada de 'Planeta dos Macacos: A Origem' mostra Estátua da Liberdade

Terremoto M5.1 – 21km ENE of Sungjibaegam, North Korea

O terremoto é perto do local do teste

http://earthquake.usgs.gov/earthquakes/eventpage/us10004bnm#general_map

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2016-01-06 01:30:01 (UTC)
2016-01-05 23:30:01 (UTC-02:00) in your timezone
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54km (34mi) WSW of Hoemul-li, North Korea
376km (234mi) NE of Pyongyang, North Korea

A Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira que realizou com sucesso o primeiro teste com uma bomba de hidrogênio

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A Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira que realizou com sucesso o primeiro teste com uma bomba de hidrogênio, muito mais potente que a atômica, em uma demonstração de que o regime prossegue com o programa nuclear, apesar da proibição da comunidade internacional.

O anúncio foi recebido com grande ceticismo por especialistas e por condenações imediatas em todo o planeta.

A Coreia do Sul condenou “com força” o teste. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, citou um “grande desafio” e o governo dos Estados Unidos prometeu uma reação apropriada às “provocações” norte-coreanas.

O Conselho de Segurança da ONU realizará na manhã desta quarta-feira uma reunião de emergência após o anúncio de Pyongyang.

A reunião, durante a qual acontecerão consultas a portas fechadas entre os 15 membros do Conselho, foi solicitada por Estados Unidos e Japão, afirmou o porta-voz da missão americana na ONU, Hagar Chemali.

O anúncio do teste de uma bomba H foi uma surpresa. Pyongyang afirmou que foi ordenado pessoalmente pelo dirigente norte-coreano Kim Jong-un dois dias antes de seu aniversário.

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“O primeiro teste com bomba de hidrogênio da República foi realizado com sucesso às 10H00 (23H30 Brasília) de 6 de janeiro de 2016, como base na determinação estratégica do Partido dos Trabalhadores” no poder, anunciou a TV estatal norte-coreana.

“Após o pleno sucesso da nossa bomba H histórica, nos juntamos ao grupo dos Estados nucleares avançados”, disse o apresentador da TV estatal, precisando que o teste envolveu um dispositivo em “miniatura”.

Uma bomba de hidrogênio, ou termonuclear, utiliza a técnica da fusão nuclear e produz uma explosão muito mais potente que a da chamada bomba atômica, que utiliza a fissão nuclear, gerada apenas por urânio ou plutônio.

Pyongyang testou em três oportunidades a bomba atômica A, que utiliza a fissão nuclear, em 2006, 2009 e 2013. Os testes resultaram em várias sanções internacionais.

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Kim Jong-un deu a entender no mês passado, em uma inspeção a uma unidade militar, que seu país havia concluído a montagem de uma bomba de hidrogênio, uma declaração que provocou muitas dúvidas entre os especialistas internacionais.

O ceticismo não foi menor nesta quarta-feira.

“Esta arma tinha provavelmente a dimensão da bomba americana de Hiroshima, mas não era uma bomba de hidrogênio. Se trata de fissão”, afirmou à BBC Bruce Bennett, analista e especialista em defesa da Rand Corporation.

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“A explosão que teriam obtido seria 10 vezes superior ao que conseguiram”, completou”.

As primeiras suspeitas sobre um novo teste norte-coreano foram formuladas por sismólogos que detectaram um tremor de 5,1 graus de magnitude perto da principal zona de testes nucleares da Coreia do Norte, no nordeste do país.

A organização responsável pela aplicação do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, com sede em Viena, afirmou ter detectado uma atividade sísmica “incomum” na Coreia do Norte.

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Críticas da comunidade internacional

Muitos especialistas consideravam que Pyongyang precisava de muitos anos para desenvolver uma bomba termonuclear, mas se mostravam divididos sobre as capacidades do país de miniaturizar a arma atômica, etapa decisiva na produção de ogivas nucleares.

Uma bomba H ou não, o quarto teste nuclear norte-coreano constitui uma afronta flagrante aos inimigos e aliados do regime norte-coreano, que haviam advertido o país sobre a continuidade do programa nuclear.

As condenações nesta quarta-feira foram imediatas.

A Coreia do Sul condenou o teste e prometeu “adotar todas as medidas necessárias” para que Pyongyang “pague”.YAHOO

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Tratado de não Proliferação de Armas Nucleares

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INFOESCOLA
Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) é um instrumento firmado em 1968 por uma série de nações, e em vigor desde março de 1970, e que visa impedir a proliferação da tecnologia utilizada na produção de armas nucleares, bem como realizar a promoção do desarmamento nuclear, encorajando apenas a utilização pacífica de tal tecnologia.

Até o presente momento, 189 países aderiram ao TNP, sendo exceção Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte (este último havia aderido ao tratado, retirando-se mais tarde, em 2003).

A questão principal a ser enfrentada é a do desequilíbrio entre os signatários. De um lado, as grandes potências como Estados Unidos, Rússia (União Soviética, à época de assinatura do tratado), Inglaterra, França e China, que não por acaso são também os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e no momento em que assinaram o tratado já possuíam avançado programa nuclear, tanto pacífico quanto bélico. O TNP permitiu que estes cinco permanecessem com o aparato que já dispunham, comprometendo-se a não partilhar os conhecimentos tecnológicos, ou fornecer armamento a terceiros que não possuíssem a tecnologia. Do outro lado, os países que até 1967 não tivessem desenvolvido armas nucleares ficavam comprometidas a não elaborar qualquer programa nesse sentido, abrindo mão da tecnologia nuclear para fins bélicos. Essa “divisão” estabelecida pelo tratado impediu que por muitos anos várias nações fossem compelidas a ratificar o TNP, incluindo o Brasil, que aderiu ao tratado apenas em 1998, por não concordar com tal divisão criada.

O arranjo diplomático que se estabeleceu para que o tratado gradualmente obtivesse a aprovação de quase a unanimidade das nações do globo era de que, à medida que os não detentores de tecnologia nuclear fossem aderindo ao tratado, as grandes potências nucleares iriam abrindo mão de seu arsenal em etapas, em processo similar ao que ocorreu com as armas bacteriológicas.

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Apesar deste acerto, a assimetria óbvia entre os que “têm” e os que “não têm” é ainda questão a ser resolvida, pelo simples fato de não haver um mecanismo que garanta de forma incontroversa e definitiva que o desarmamento das cinco potências nucleares está sendo cumprido à risca. A Agência Internacional de Energia Atômica, a responsável por tal fiscalização, encontra sérias dificuldades em comprovar tal política de não proliferação nuclear reiteradas vezes, sendo o caso mais famoso o do Irâ, que mantém sigilo muitas vezes questionado internacionalmente sobre o seu programa nuclear. Outra questão importante é o do armamento nuclear localizado na ex-repúblicas da União Soviética, cujo destino é de certo modo nebuloso, e que desperta preocupação da opinião pública internacional, pela possibilidade deste material ser adquirido por extremistas políticos ou religiosos.

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Decreto n.º 588/76
Tratado de não Proliferação das Armas Nucleares, assinado
em Londres, Moscovo e Washington
http://www.gddc.pt/siii/docs/dec588-1976.pdf

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Tratado de não proliferação de armas nucleares-espanhol
http://www.un.org/disarmament/WMD/Nuclear/pdf/NPTSpanish_Text.pdf

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United NationOffice for Disarmament Affairs UNODA
http://www.un.org/disarmament/WMD/Nuclear/NPT.shtml

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International Atomics Energy Agency
https://www.iaea.org/publications/documents/treaties/npt

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