#A Tempestade solar de 1859, poderia ocorrer novamente? Novo evento de Carrington?

Posted on agosto 29, 2015

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Magnificent_CME_Erupts_on_the_Sun_-_August_31 2012

#Tempestade solar de 1859
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Manchas solares em 1 de setembro de 1859, conforme representadas por Richard Christopher Carrington. “A” e “B” marcam as posições iniciais de um evento intensamente brilhante, que se moveu em 5 minutes para “C” e “D” antes de desaparecer.


A tempestade solar de 1859, também conhecida como Evento Carrington,foi uma poderosa tempestade solar geomagnética ocorrida em 1859 durante o auge do ciclo solar. A ejeção de massa coronal solar, atingiu a magnetosfera da Terra e induziu uma das maiores tempestades geomagnéticas já registradas. O associado “alargamento luz branca” na fotosfera solar foi observado e registrado por astrônomos ingleses Richard C. Carrington e Richard Hodgson.

 

Auroras polares, como as da imagem, puderAm ser vistas em Cuba e no Havaí durante o Evento Carringtont,

Estudos têm demonstrado que se uma tempestade solar desta magnitude acontecesse hoje provavelmente causaria grandes e generalizados problemas para a civilização humana moderna, que é muito dependente de energia elétrica. Estima-se que existe uma probabilidade de 12% de um evento semelhante ao de 1859 ocorrer entre os anos de 2012 e 2022.
Erupção solar Carrington
De 28 de agosto a 2 de setembro de 1859, várias manchas foram observadas no Sol. Em 29 de agosto, auroras polares foram observadas em Queensland, na Austrália.[3] Pouco antes do meio-dia de 1 de setembro, os astrônomos amadores inglês Richard Christopher Carrington e Richard Hodgson fizeram, de forma independente, as primeiras observações de uma erupção solar.[4] O evento foi associado com uma grande ejeção de massa coronal (EMC), que viajou diretamente para a Terra e completou a viagem de 93 mil milhas em 17,6 horas. Acredita-se que a velocidade relativamente alta desta EMC (EMCs típicas levam vários dias para chegar à Terra) foi possível graças a uma EMC anterior, talvez a causa da grande aurora relatada em 29 de agosto, que “abriu o caminho” do ambiente de vento solar e plasma para o evento Carrington.

Entre 1 e 2 de setembro de 1859, uma das maiores tempestades geomagnéticas já registradas ocorreu. Auroras polares foram vistas em todo o mundo, do hemisfério norte até o Caribe; aquelas sobre as Montanhas Rochosas eram tão brilhantes que seu brilho acordou garimpeiros, que começaram a preparar o pequeno-almoço, porque achavam que era de manhã.As pessoas que foram acordadas pelo evento no Nordeste dos Estados Unidos conseguiam ler um jornal apenas com a luz da aurora. As auroras eram visíveis tanto nos polos quanto em lugares como Cuba e Havaí.

Sistemas de telégrafo em toda a Europa e América do Norte entraram em pane e, em alguns casos, telegrafistas receberam choques elétricos. Alguns postes telegráficos também ficaram com faíscas.Alguns sistemas telegráficos continuaram a enviar e receber mensagens, apesar de ter sido desligado de suas fontes de alimentação.

No sábado, dia 3 setembro de 1859, o jornal Baltimore American and Commercial Advertise relatou: “Aqueles que estavam fora na noite de quinta-feira e tiveram a oportunidade de testemunhar uma outra magnífica exibição das luzes de aurora. O fenômeno foi muito semelhante ao de domingo noite, embora, por vezes, a luz fosse, se possível, ainda mais brilhante e o prismáticos tons mais variados e lindos. A luz cobria todo o firmamento, aparentemente como uma nuvem luminosa, através da qual as estrelas da magnitude maior indistintamente brilhavam. A luz era maior do que a da Lua no seu auge, mas tinha uma suavidade indescritível e uma delicadeza que parecia envolvê-la em que ele tocava. Entre meia-noite e uma da manhã, quando as auroras estavam em seu brilho total, as ruas tranquilas da cidade sob esta luz estranha apresentavam uma aparência bonita, além de singular.”

Em junho de 2013, um grupo de pesquisadores do Lloyd’s of London e do Atmospheric and Environmental Research (AER) dos Estados Unidos, usaram dados do Evento Carrington e estimaram o custo atual de um evento semelhante ao de 1859 entre 0,6-2,6 trilhões de dólares.

Eventos similares

Em 31 de agosto de 2012 material que estava pairando a coroa solar entra em erupção em direção ao espaço e forma uma longa proeminência solar.
Núcleos de gelo que contêm camadas finas e ricas em nitrato foram analisados para reconstruir a história de tempestades solares. Os dados de núcleos de gelo da Groenlândia, reunidos por Kenneth G. McCracken e outros, mostram evidências de que eventos desta magnitude acontecem, em média, uma vez a cada 500 anos, sendo que eventos menos intensos podem ocorrer várias vezes por século.[13] No entanto, estudos recentes mais especializados (McCracken et al. são cientistas espaciais) mostra que os picos de nitrato não são resultado de eventos de partículas energéticas solares, por isso o uso desta técnica está ainda é controverso. Be10 e C14 são considerados indicadores mais confiáveis ​​pela comunidade científica.[14]

Estes tipos de eventos com raios cósmicos, mas muito mais extremos, no entanto, podem ter origem fora do Sistema Solar e mesmo fora da Via Láctea. Tempestades menos graves ocorreram em 1921 e 1960, quando foi relatado a interrupção de transmissões de rádio. A tempestade geomagnética de março de 1989 deixou grande partes de Quebec, no Canadá, sem abastecimento de energia elétrica. Em 23 de julho de 2012, uma tempestade solar do “nível Carrington” foi observada e, por apenas duas semanas de diferença, o trajeto do fenômeno errou a trajetória da órbita da Terra. Informações sobre as observações deste evento foram compartilhadas publicamente pela primeira pela NASA em 28 de abril de 2014.

Hypescience

Quando você pensa em tempestade, tem medo do vento e da chuva? Pois o que você realmente deveria temer é o sol.
Se uma tempestade solar grave o suficiente atingir a Terra, nossa tecnologia pode ser exterminada. Seria muito difícil se recuperar de tal catástrofe.

Tempestade solar? Reze para não acontecer

Tempestade solar é um termo genérico usado para descrever um monte de coisas que o sol pode lançar sobre a Terra, incluindo raios-X, partículas carregadas e plasma magnetizado. Uma enorme tempestade solar não atinge nosso planeta desde meados do século 19, mas os cientistas climáticos estão muito preocupados com a possibilidade de outra.

“Estamos muito mais dependentes da tecnologia nos dias de hoje”, explica Thomas Berger, diretor do Centro de Previsão de Tempo Espacial na Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA.
Nem todo tipo é um problema

Uma tempestade solar normalmente começa com uma labareda solar – uma gigantesca explosão na superfície do sol que envia energia e partículas para o espaço.
Maior tempestade de radiação solar em 7 anos ocorrerá nesta terça-feira
Explosões pequenas, de classe C, ocorrem o tempo todo e são fracas demais para afetar a Terra. As médias, de classe M, podem produzir pequenas rupturas de rádio. Já explosões de classe X são as maiores, liberando o equivalente a até um bilhão de bombas de hidrogênio em energia. Estas erupções ocorrem muito raramente, mas quando ocorrem…
A pior parte dessa brincadeira é que os cientistas não podem prever quando o sol vai entrar em erupção. Só sabemos que as explosões têm a ver com as perturbações no campo magnético da estrela, que oscila ao longo de um ciclo de cerca de 11 anos.
Tudo bem por enquanto

Explosões médias enviam ondas de radiação de alta energia – raios X e luz ultravioleta – em direção à Terra. Estes tipos de radiação são poderosos o suficiente para rasgar elétrons dos átomos. Isso é exatamente o que começam a fazer quando atingem a parte superior da nossa atmosfera, conhecida como ionosfera. Basicamente, o céu fica eletrocutado com um pulso eletromagnético gigante.
Apesar de soar terrível, esses eventos não nos afetam muito. A única exceção é o rádio. Os sinais de rádio entre a Terra e os satélites em órbita podem ser bloqueados se a atmosfera ficar muito carregada. Isso pode cortar, por exemplo, a comunicação de aviões voando sobre os polos. Mas essa é uma dificuldade apenas temporária, com duração de dez minutos a horas, no máximo.
Um tempo depois de uma explosão solar dessas iluminar o céu, uma corrente de partículas carregadas – elétrons e prótons – chegam à Terra. Elas bombardeiam a magnetosfera, a proteção em torno da Terra criada por nosso campo magnético.
Ocasionalmente, um grande pulso de partículas carregadas atinge satélites em órbita e danifica seus aparelhos eletrônicos. Radiação de partículas é também um risco para a saúde dos seres humanos no espaço. “Nós temos que nos preocupar com partículas energéticas na Estação Espacial Internacional”, disse Joe Gurman, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA. Isso só se tornará um verdadeiro grande problema, no entanto, se e quando decidirmos colonizar o espaço.
Sinais de rádio podem ser afetados por tempestade solar
Ejeções de massa coronal

Até agora, nós, reles mortais não astronautas, estávamos bastante seguros. O pessoal no chão da Terra só precisa se preocupar com uma erupção solar se ela for uma ejeção de massa coronal (EMC).
Quando o sol se inflama, às vezes atira uma gigantesca nuvem de plasma magnetizada para o espaço. A EMC é a forma mais lenta e perigosa de tempestade solar, levando a partir de 12 horas a vários dias para chegar à Terra. Assim, meteorologistas às vezes têm tempo de prevê-las.
A EMC é liberada praticamente em linha reta a partir do sol, e sempre há uma boa chance de que a Terra não acabe em seu caminho. Se ela vier direto para nós, vai primeiro atingir o satélite ACE (Advanced Composition Explorer) da NASA, localizado cerca de 1,6 milhões de quilômetros na frente da Terra. Se isso acontecer, temos de 30 minutos a uma hora antes de uma nuvem de plasma interagir com a magnetosfera de nosso planeta e provocar uma tempestade geomagnética.
Salve-se quem puder

E é aí que o bicho pega, pois começaremos a ver os efeitos sobre a rede elétrica.
“Isso gera enormes correntes elétricas na atmosfera superior da Terra”, disse Berger. “Dependendo de quão condutor o solo for, grandes correntes podem alimentar toda uma rede”. E isso é uma má notícia.
Vídeo: tempestade solar de fim de ano
A força de uma tempestade geomagnética é medida em “tempo de perturbação” ou Dst, que descreve essencialmente quanto uma EMC sacode o campo magnético da Terra. Tempestades comuns, que causam as luzes do norte (auroras boreais), mas de outra forma não têm impacto em nós, estão na faixa dos Dst de -50 nT (nanotesla). A pior tempestade geomagnética da era espacial, que atingiu Quebec, no Canadá, em março de 1989, registou uma Dst de -600 nT.
E mesmo essa tempestade é insignificante em comparação com o evento Carrington, uma tempestade geomagnética que acertou a Terra 156 anos atrás. Na época, o dano não foi tão ruim, mas hoje poderia significar um desastre.
Tempestade monstro

O evento Carrington de setembro de 1859 foi nomeado em homenagem a Richard Carrington, o astrônomo inglês que viu o sol incendiar-se com seus próprios olhos. Nos dias seguintes a observação de Carrington, uma série de EMCs poderosas chegaram aqui, acendendo as luzes do norte até o sul de Cuba.
As correntes eletrificaram linhas telegráficas, chocaram técnicos, incendiaram documentos telegráficos e provocaram interrupções de comunicações generalizadas.
Estimativas modernas para a força desta tempestade são de Dst -800 nT a -1.750 nT.
A sociedade humana é muito mais dependente de eletricidade hoje do que era 156 anos atrás. Agora temos gasodutos, redes de transmissão de energia elétrica e muito mais produtos tecnológicos. Então, o que aconteceria se um evento do porte de Carrington nos atingisse?

Adeus sociedade

Todo o sistema de distribuição de energia poderia colapsar. Se isso acontecer, poderia levar à falta de energia em massa.
Poderíamos dar adeus a coisas como luz elétrica, internet, aquecimento, abastecimento de água de controle eletrônico (como ocorre na maioria das cidades modernas, onde sanitários e sistemas de tratamento de esgoto iriam parar de trabalhar), alimentos perecíveis e medicamentos seriam perdidos, tirar dinheiro seria impossível, a tecnologia GPS seria nocauteada etc.
Alguns destes efeitos poderiam durar anos, e serem sentidos a nível global. O custo econômico, por consequência, seria enorme. Um relatório das Academias Nacionais de Ciências, Engenharias e Medicina dos EUA estima que o custo total de um evento Carrington hoje poderia ultrapassar US$ 2 trilhões.
Uma tempestade solar que poderia acabar com a civilização moderna quase nos atingiu em 2012
É importante ter em mente que não estamos falando uma situação apocalíptica pouco improvável. De fato, em julho de 2012, um enorme EMC atravessou a órbita da Terra e por pouco não nos atingiu. Esse evento, pego pelo satélite STEREO-A da NASA, teria registrado um Dst de -1200 nT, comparável ao evento Carrington. [Gizmodo]

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